sábado, 28 de agosto de 2010

de lirios, uma noite num verão

eu nem tinha aquele 486 que eu tentei vender pro pneu por dez contos. eu queria saber oque aquele cara vestido com minhas calças faz dentro do galinheiro. cadê nóis? desliga a festa! o telefone tá tocando na beira do rio.
essa é a letra, caso vc não entenda a pronuncia
a. repetida várias vezes alternando entre maiúsculos e minúsculos. Onomatopéia do desespero.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Unhas

1 - Hidrate as unhas duas a três vezes ao dia. Use cremes para as mãos à base de uréia, óleo de semente de uva, lanolina ou silicone. Se não tiver, use hidratantes corporais.
2 - O ideal é não tirar a cutícula. Quem faz questão deve tirar pouco. É que protege a unha contra infecções causadas por bactérias e fungos.
3 - Após lavar as mãos, tomar banho e se refrescar na piscina ou no mar, seque bem as unhas.
4 - Não caia na tentação de puxar as peles que se soltam do dedo. Pode causar infecção bacteriana.
5 - Prefira usar removedor de esmalte. A acetona é à base de álcool, o que resseca as unhas.
6 - O ideal é não pintar as unhas, mas quem não abre mão de investir no esmalte deve usá-lo, no máximo, uma vez por semana.
7 - Para as alérgicas a esmalte que não querem deixar de pintar as unhas, a dica é usá-lo uma semana sim e outra não. Prefira produtos hipoalergênicos.
8 - Quando fizer a unha em um salão de beleza, o recomendável é levar os seus utensílios. Caso contrário, fique atento se o local esteriliza o alicate e descarta lixas e palitos após o uso. Assim, evitam-se doenças como a hepatite.
9 - O ideal é usar luvas nas tarefas domésticas. Se não conseguir, lave bem as mãos com sabonete neutro após o trabalho.
10 - Dentro das luvas, geralmente há um pozinho que resseca as unhas. Por isso, depois de tirá-las, lave as mãos e hidrate-as.
11 - Não deixe acumular sujeira embaixo das unhas. Retire-a com um palito e lave bem as mãos.
12 - Se mexeu com o lixo ou tocou em alguma ferida, lave as mãos com sabonete antisséptico.
13 - Para evitar que as unhas dos pés encravem, corte-as quadradas.
14 - Mantenha uma alimentação balanceada.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A ogra

Agora a ogra quer ser escritora.
Escreve sobre pântanos e seres pré-históricos.
Borra de tinta o papel enlameado,
Fura com a caneta o olho arregalado.
A ogra agora é caolha,
E não quer mais ser escritora.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Agonia & Êxtase

Terra que roda demais
Me enjoa
Pessoas de lá
Pessoas pra cá
Rodando seus círculos
Dentro das gaiolas
Nas rodas gigantes

Espalhadas por aí
Espalhadas por aqui

Divididas em cor, sintonia e riqueza.

Às vezes paro e reparo
Suas voltas
Desanimadas ou elétricas
Inconstantes num ritmo propositalmente lento
Constantes num ritmo gananciosamente forte
São tantos os tipos, ritmos, feitos
São comuns e naturais
Estão por todos os lados.

Fico com um sorriso no rosto
Encontrando fora das gaiolas,
Pessoas rodando loucamente
Sem maldade alguma
Quisera eu poder tê-las sempre por perto,
Mesmo que longe é satisfatório saber que não sou a única
Sentindo realmente a agonia e o êxtase de viver!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sopa de Letrinhas

Eu sou o tipo de poeta que você não pensa que eu sou.
Eu sou algum tipo de poeta mimado, alegremente atado,
Semi-trágico.

Eu sou o tipo de poeta que come sopa de letrinhas.

Que no dia seguinte, esmiuça a própria bosta,
Procurando alguma FRASE FEITA de merda frabricada pelo próprio cú.
Ou apenas letras soltas, mal mastigadas, semi-digeridas
Mas que talvez ainda façam algum sentido ao seu próprio umbigo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sendo Assim Assino

Minha entranha me estranha
Minha sombra me assombra.
Minha terra me aterra
Minha serra me serra.
Minha barragem me barra
Minha cerca me cerca.

Minha fé me fere
Minha mata me mata.
Minha gana me engana
Minha bala me abala.

Minha água me água
Minha tormenta me atormenta.
Minha sola me assola
Minha cara me encara.

Minha espera desespera
Meu amo me ama.
Minha malha me malha
Minha cana me encana.

Minha figura se afigura
Minha morte amortece...

Minha torre me torra!
Meu pico me pica!
Meu cume me come!

Meu mar me mima
Meu sonho se assanha
Meu assassinho me assa.
Meu rio se ri
Meu mecena me encena
Meu fogo me afoga,
Meu ar me ara
Minha fobia me afoba
Meu trato me maltrata;
O atroz me atrai
Os persas me perseguem.

Minha sina me ensina
Meu sim é meu sino.
Meu não é um nano
Um nano é humano.
E Sendo assim,
Eu assino.